Prazo de inscrição para a Chamada Pública do Programa Ciência na Escola é prorrogado até 12 julho

- 03/07/2019

Para contribuir com o aprimoramento do ensino de ciências na educação básica, o Programa Ciência na Escola (PCE) abriu Chamada Pública para selecionar propostas voltadas à ciência apresentadas por redes que envolvam escolas, instituições de ensino superior, espaços de ciência e outras instituições de ciência, tecnologia e inovação. O prazo para inscrição foi prorrogado e vai até 12 de julho.

Idealizado em parceria com os Ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Educação (MEC), o programa tem o objetivo de aprimorar a qualidade do ensino de ciências nos cursos fundamental e médio das escolas públicas brasileiras, qualificando professores e ainda estimulando alunos a optarem por carreiras na área científica. O programa é gerenciado, monitorado e avaliado, com base nos resultados disponibilizados em portal construído pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

            A ferramenta é composta por quatro ações com projetos distintos, para fomentar a implementação de soluções inovadoras que contribuam com o ensino e o aprendizado de ciências em todo o país. A plataforma já disponibilizou duas chamadas públicas para instituições de ensino e pesquisadores. A primeira, conduzida pelo MCTIC e o MEC, apresenta uma seleção de redes para o aprimoramento do ensino de Ciências na Educação Básica. Já a segunda, coordenada pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), é voltada à seleção de projetos de pesquisadores que atuam na educação básica.

            Segundo Maria Zaira Turchi, diretora do Departamento de Infraestrutura de Pesquisa e Políticas de Formação e Educação em Ciência da Secretaria de Políticas para Formação e Ações Estratégicas (SEFAE) do MCTIC, o método de trabalho ágil e comprometimento da RNP viabilizou o lançamento do Programa Ciência na Escola, uma das metas do MCTIC para os 100 primeiros dias de governo. “As ações que serão realizadas com este programa não estão separadas. Elas agem de maneira sinérgica, com avaliações realizadas regularmente para extrair indicadores que servirão como base para formação de professores e alunos. A RNP tem o papel de criar as condições para o repositório de dados e informações sobre dados dos projetos. Com a experiência e a qualificação da rede, teremos a plataforma ideal para dimensionar a estrutura de um programa feito para ser disseminado em todo o território nacional’’, pontua a diretora.

 

Como funciona

            Por meio da coordenação da RNP, a iniciativa terá etapas definidas que deverão ser executadas até fevereiro de 2020, quando deve ocorrer a entrega final da plataforma. A primeira, já em operação, trata do desenvolvimento e implantação da chamada para pesquisadores e escolas. A segunda etapa será destinada à implementação de indicadores operacionais, que servirão de base para o MEC ter acesso ao trabalho que é desenvolvido em escolas de todo o país.  Os próximos passos serão desenvolvidos no decorrer deste ano, divididos em imersão e prototipação. O primeiro com o objetivo de realizar pesquisas com os usuários do sistema e a segunda para realizar oficinas que desenvolvam a elaboração da ferramenta.

 

Segundo Roosevelt Benvindo, gerente de soluções da RNP e um dos responsáveis pelo projeto, a plataforma irá consolidar todas as informações de gestão dos projetos, além de materializar e identificar os resultados das ações nas escolas e universidades, desde o lançamento dos editais até o fortalecimento dos espaços de ciência, tecnologia e inovação. ‘‘Ao todo, serão R$ 100 milhões em recursos para custear iniciativas, como a Olimpíada Nacional de Ciências e a plataforma ‘Ciência é 10!’. A missão da RNP neste projeto é, além de levar uma abordagem que está viabilizando a cocriação da plataforma com entregas rápidas, também identificar e implementar indicadores que serão capazes de monitorar a submissão e a seleção das propostas que virão’’, informa Roosevelt.

           

Também fazem parte dessa parceria o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).