Live de apresentação do Open 5G @Campinas marca cooperação no avanço do 5G no Brasil

Uma iniciativa de inovação aberta, com atores do poder público, da academia e do setor privado: esse é o Open 5G @Campinas, um movimento criado para potencializar o uso do 5G no Brasil e discutir suas aplicações. A live de apresentação do projeto aconteceu ontem (14/6), e contou com a presença de representantes dos idealizadores dessa iniciativa, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, a TIM e a prefeitura da cidade de Campinas. 

O diretor de Inovação do CPqD, Paulo Curado, abriu o evento falando sobre a importância de incorporar diferentes setores em iniciativas de inovação. “O Open 5G @Campinas é uma iniciativa totalmente aberta. As entidades hoje participantes são as fundadoras, estamos totalmente abertos a receber outras instituições. Dentro desse grupo queremos compartilhar conhecimento e experiência entre os participantes para, no futuro, suportar o poder público nas políticas tecnológicas. Temos, em Campinas, a oportunidade de servir de exemplo para outras regiões trazendo um trabalho de ecossistema, de junção de diversos atores”, explicou. 

O Open 5G @Campinas pretende construir uma rede de colaboração ampla. Além dos atores já envolvidos, a ideia é incluir ainda mais setores, como startups, instituições de pesquisa e inovação e empresas de outros segmentos. O 5G é uma tecnologia disruptiva e que afeta diversas áreas da sociedade, portanto, requer uma rede conectada de pessoas, organizações, equipamentos e laboratórios que poderão abrigar projetos de naturezas diferentes.  

O representante da Unicamp, o docente Renato da Rocha Lopes, pontuou a influência de um projeto dessa magnitude para instituições de ensino. “Na visão da Unicamp, projetos como esse são estruturantes para a sociedade. Essa iniciativa tem uma série de vantagens, pois usa o nosso talento de pesquisa direcionado a um problema, fazendo com que a universidade produza um conhecimento de maior impacto. Um dos desafios do 5G é saber o que será feito com ele, pois essa nova tecnologia abre uma quantidade enorme de possibilidades, e esperamos que esse seja um projeto muito frutífero”, declarou.  

Finalizando o evento, o diretor de Engenharia e Operações da RNP, Eduardo Grizendi, explicou um pouco sobre a participação da RNP nesse projeto. Ele mencionou que o 5G é estratégico para a RNP porque faz parte de um objetivo maior de conectar de forma onipresente os pesquisadores e seus aparelhos. “A RNP já opera uma infraestrutura óptica no Brasil, mas queremos ampliar nossas soluções para abranger o serviço móvel, além da conectividade fixa já disponibilizada pela RNP para instituições de ensino e pesquisa. Já trabalhamos com o serviço móvel, mas queremos uma estrutura mais robusta, e o 5G é uma motivação para iniciarmos nossa operação. A nossa comunidade precisa do 5G para uso e também como plataforma de inovação”, contou.  

Grizendi credita o êxito da iniciativa ao seu caráter aberto de inovação e, também, ao local onde ela está situada. Ele afirma que Campinas é uma cidade com potencial para servir de modelo para outras cidades do país. “A RNP nasceu em Campinas, há 32 anos. O município é um ambiente tecnológico, onde existem muitas empresas e instituições como as que estão participando. O ecossistema de Campinas contribui muito para motivar essa iniciativa. Tenho certeza de que o Open 5G @Campinas já é exitoso”, finalizou. 

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