RNP apoia MEC no desafio de levar 150 milhões de livros a estudantes de todo Brasil

- 15/05/2020

Agatha Sodré faz parte do número de 50 milhões de estudantes beneficiados pelo PNLD

Você provavelmente já deve ter escutado que ler significa dar asas à imaginação... Curiosidade, imaginação e criatividade são competências que a pequena Agatha Rodrigues Sodré, de apenas 6 anos, tem de sobra. Ainda que esteja iniciando a fase de alfabetização, folhear as páginas dos livros, recebidos na escola, é um dos hábitos favoritos da menina. No último ano, ela sempre chegava eufórica da escola com uma nova história na ponta da língua para contar para os familiares. A mãe, Luzilene Rodrigues, lembra bem da empolgação da filha: “Ela sempre voltava para casa falando desses livros, o que tinha aprendido naquela semana na escola, durante a contação de histórias. Ela gosta muito desse momento de leitura. Ela me conta o que entendeu dos livros, me transferindo até os detalhes!”.

A paixão de Agatha pelos livros é fruto de um hábito cultivado, no ano passado, nas salas de aula, da turma de educação infantil sob a regência da professora Regiane, no colégio CAIC Assis Chateaubriand, em Planaltina (DF) — cidade satélite a 40 km de Brasília. Semanalmente, os estudantes tinham contato com uma nova aventura literária. Neste ano, por conta do isolamento social devido à pandemia da Covid-19, as leituras coletivas precisaram ser pausadas, mas, em casa, os dias de quarentena da menina são atravessados com um livro embaixo do braço.

Educação, um direito de todos

Mais que alimentar a imaginação, os livros, aliados à atuação de professores, são instrumentos de transformação social. A educação é um direito social de todos os brasileiros, assegurado pela Constituição Federal. E levar conhecimento, por meio de obras didáticas, pedagógicas e literárias para cerca de 50 milhões de estudantes das mais de 146 mil escolas públicas de educação básica das redes federal, estaduais, municipais e distrital é testemunhar esse direito na prática. Mas já pensou para pensar como esses livros chegam até as escolas públicas do país inteiro?

O PNLD chega em 5.400 municípios

Essa é a missão do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Dos 5.570 municípios brasileiros, o PNLD está em cerca de 5.400 deles, um total de 97% de abrangência. A plataforma avalia e disponibiliza, todos os anos, entre 130 e 170 milhões de livros, de forma sistemática, regular e gratuita. Além de livros, o Programa também leva às salas de aula outros materiais de apoio, como obras pedagógicas, softwares e jogos educacionais, materiais de reforço e correção de fluxo, materiais de formação e materiais destinados à gestão escolar. Para garantir que os estudantes de todo o Brasil tenham materiais para estudar anualmente, o Ministério da Educação (MEC) investe cerca de 1,9 bilhão de reais no programa de distribuição. 

 

Número de livros, estudantes e escolas abrangidos no PNLD


Vale ressaltar que o programa de distribuição de materiais didáticos e educativos tem mais de 80 anos de existência e foi remodelado por meio do decreto nº 9.099/2017, que unificou as ações de aquisição e distribuição no país por meio do PNLD. Desde então, o processo até que um livro chegue até um estudante é feito pelo MEC, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE):

O trajeto que os materias didáticos fazem

A avaliação pedagógica é uma das principais etapas desse processo: é ela que assegura e garante o cumprimento dos objetivos e diretrizes previstos no decreto que institui o PNLD. Essa avaliação que qualifica as obras que irão para as escolas é fundamentada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e busca levar as melhores e mais atualizadas opções de materiais que construirão as bases educativas para esses estudantes beneficiados. Diante dessas opções, os educadores de cada escola escolhem aqueles materiais que melhor se adequam à metodologia adotada.

“O processo de avaliação de uma obra didática é extremamente minucioso. Desde os detalhes até o conteúdo são analisados. Leva cerca de 120 dias apenas para a preparação e mais 176 dias para avaliar os materiais. São sete níveis de avaliação e todos os nossos processos de avaliação são feitos por mestres e doutores de educação, especialistas em PNLD e BNCC”, explica o diretor da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Sebastião Vitalino.

Um desafio ainda maior

O Programa é um dos maiores do mundo e atende estudantes da educação infantil ao ensino médio do país inteiro. Se esse já não fosse um tamanho desafio, o Ministério da Educação, no âmbito da Secretaria de Educação Básica, assumiu mais uma tarefa. Desta vez, apoiada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP): a de modernizar a plataforma onde tudo começa, na apresentação e avaliação das obras pelo MEC.

AspaO responsável pelo Programa, Sebastião Vitalino, conta que percebeu a necessidade de uma plataforma atualizada e com mais recursos, ao ver de perto a amplitude e os desafios da distribuição de materiais. “Nosso desafio é instrumentalizar a avaliação dessa política pública tão importante e vitoriosa para o país. Temos como foco beneficiar aqueles 50 milhões de estudantes. Portanto, é um ganho gigantesco para a educação básica brasileira. Podemos dizer que esse é um processo até ambicioso, porque é uma solução tão grandiosa quanto os nossos alunos”, reforça.

Com as soluções tecnológicas oferecidas pela RNP à plataforma do PNLD, os processos que compõem essa importante engrenagem do sistema de educação brasileiro serão otimizados para melhoria e eficiência das avaliações. Para atender as necessidades dos usuários que atuam no PNLD por meio da criação de uma solução inovadora e bem sucedida, a RNP adotará técnicas de Design Thinking, uma abordagem moderna centrada nas pessoas, capaz de revelar uma visão completa do desafio ou problema a ser trabalhado. Essa forma diferente de resolver problemas, desenvolver produtos e pensar projetos consiste em quatro passos: 

As etapas do Design Thinking

Além disso, a proposta da RNP para o desenho da solução está orientada para inovação e utilização de tecnologia de ponta para modernização dos processos do PNLD, e uma das premissas para o projeto é que as obras estejam disponíveis na nuvem, em um conceito de biblioteca digital, onde poderão ser acessadas e encontradas com mais facilidade. 

AspasO gerente de Soluções da RNP, Roosevelt Benvindo, avalia orgulhoso que a implementação deste projeto tem um papel fundamental e desafiador para o aperfeiçoamento do processo de avaliação com consequente melhoria da qualidade dos livros didáticos que chegam nas escolas públicas de todo Brasil. “Para isso, adotaremos soluções de vanguarda tecnológica, considerando sempre a inovação aliada ao melhor custo benefício para a Administração Pública Federal (APF)”.

AspasNa visão do diretor-adjunto de Soluções da RNP, Antônio Carlos Fernandes Nunes, participar de uma ação estruturante para a educação no país, beneficiando e viabilizando a inclusão no processo de aprendizagem de milhões de estudantes, em todas as regiões, é uma responsabilidade e um privilégio muito grandes para a RNP. “Na visão do processo de desenvolvimento da solução para esta inciativa propomos a adoção de abordagens inovadoras e ágeis que poderão trazer resultados de valor em um tempo mais curto”, explicou.

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