A RNP, em parceria com a Rede-Rio/FAPERJ, a rede acadêmica do Rio de Janeiro mantida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), e com o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), concluiu a implantação da primeira rota de 100 Gbps entre o Observatório Nacional e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
A entrega representa mais um avanço na modernização da infraestrutura de conectividade que liga instituições de pesquisa no estado e faz parte do processo contínuo de evolução do backbone metropolitano da Rede-Rio.
Com capacidade dez vezes maior que a de uma conexão tradicional de 10 Gbps, a nova rota amplia a velocidade e o volume de dados que podem ser transmitidos entre as duas instituições. Um ganho relevante para pesquisas que dependem de grandes bases de dados, computação distribuída e colaboração científica em tempo real.
“Esta rota em 100G era um compromisso assumido com o Observatório Nacional. Agora aconteceu. Ficamos felizes e orgulhosos de ter o ON conectado em 100G em nossa rede metropolitana na cidade do Rio de Janeiro”, diz o diretor de Engenharia e Operações da RNP, Eduardo Grizendi.
Na RNP, a implantação foi conduzida pela Gerência de Engenharia de Redes (GER), responsável pelas atividades técnicas de ativação física do novo enlace.
“A atuação da RNP foi fundamental na viabilização e implantação da nova rota, com suporte técnico e articulação institucional ao longo do projeto. A nova rota amplia a capacidade da rede e cria melhores condições para o desenvolvimento de pesquisas e aplicações científicas que exigem grande volume de dados”, explica Renato Tavares, da Gerência de Engenharia de Redes (GER) da RNP.
Parceria de décadas
A atuação conjunta entre as equipes foi um dos pontos centrais do projeto. Desde o planejamento da conectividade até a ativação da rota, RNP, Rede-Rio/FAPERJ e CBPF alinharam aspectos técnicos, operacionais e institucionais – um esforço que permitiu superar desafios, validar a solução técnica e garantir uma implantação segura e aderente às necessidades das instituições atendidas. O projeto reforça uma parceria que já dura décadas entre as instituições.
A implantação levou aproximadamente dez meses, passando por etapas de planejamento, captação de recursos, validação técnica, preparação da infraestrutura óptica, configuração de equipamentos e testes de conectividade. Os principais desafios estiveram na integração da nova rota ao backbone existente e na garantia de estabilidade operacional durante a transição.
Infraestrutura mais robusta para a ciência
Para a RNP e para toda a comunidade de pesquisa e ensino, a entrega representa um avanço importante na construção de uma rede mais resiliente, moderna e alinhada aos desafios da ciência contemporânea.
“A principal relevância estratégica da entrega está no fortalecimento da infraestrutura acadêmica de alta capacidade no Rio de Janeiro, ampliando a integração entre instituições e reforçando o papel da RNP e da Rede-Rio/FAPERJ na evolução da rede acadêmica, com alinhamento às principais redes de pesquisa nacionais e internacionais”, conclui Daniel Almeida, da Gerência de Engenharia de Redes (GER) da RNP.

