A RNP participou do painel “Do Sistema ao Cidadão: A Nova Lógica da Usabilidade”, realizado no dia 12 de junho, durante o ESX 2026 – Espírito Santo Innovation Experience em parceria com o Workshop de Tecnologia de Redes (WTR), evento organizado pelo PoP-ES/RNP. Iniciativa realizada com o objetivo principal de promover a discussão, o desenvolvimento e as melhores práticas no uso de redes voltadas para a comunidade científica, acadêmica e de pesquisa no Espírito Santo, além de fortalecer a colaboração entre as diferentes instituições do estado.
Como um dos grandes destaques desta edição, o WTR contou com participações especiais através de painéis na ESX, a maior feira de inovação do Espírito Santo, criando conexões diretamente a comunidade científica com o ecossistema de tecnologia e empreendedorismo capixaba.
Durante o painel, que reuniu especialistas de diferentes setores para discutir como a transformação digital deve estar cada vez mais orientada às necessidades reais das pessoas, a RNP apresentou sua experiência na aplicação de práticas de Customer Experience (CX) em políticas públicas, destacando iniciativas desenvolvidas para promover uma atuação mais centrada no cidadão, como, por exemplo, a Gestão de Experiência do Cidadão no Programa Internet Brasil. A iniciativa, que entregou mais de 159 mil chips de banda larga móvel gratuitos para estudantes da rede pública em 8 estados, alcançou 88% de aprovação entre participantes, resultado direto da aplicação sistemática de escuta ativa e mapeamento da jornada do usuário, mostrando que estas atividades podem gerar insights valiosos para a melhoria contínua de sistemas, processos, atendimentos e estratégias de comunicação.
O bate-papo foi composto por Cleufis Rangel, gerente de integração do Prodest; Kelly Pereira, analista de negócios da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP); e Tasso Lugon de Macedo, presidente do Banestes Asset e mediado por Vanessa Canedo, gerente de inovação da TecVitória.
Para os especialistas, a jornada do usuário no serviço público começa antes do primeiro clique. Superar o estigma histórico de ineficiência e burocracia do Estado exige que a tecnologia seja encarada estritamente como um meio, e não como um fim.
“Usabilidade não é fazer sistema bonito, é resolver problemas reais de cidadãos e garantir que eles tenham acesso aos seus direitos”, afirmou Vanessa Canedo.
Além de apresentar resultados alcançados, a discussão abordou os desafios de incorporar a visão do usuário em ambientes complexos, que envolvem múltiplos atores, sistemas e processos. Os participantes ressaltaram que a transformação digital só produz valor quando está associada à compreensão das necessidades, expectativas e dificuldades enfrentadas pelos cidadãos.
Para Kelly Pereira, a experiência do usuário tem um papel fundamental na garantia da cidadania: “a usabilidade não deve ser vista apenas como um atributo do sistema, mas como uma estratégia para garantir que os serviços públicos sejam mais acessíveis, eficientes e humanos. Isso exige uma mudança de cultura organizacional e um compromisso contínuo com a melhoria da jornada do usuário”.
A participação da RNP no ESX 2026 reforça o compromisso da instituição com a inovação orientada ao impacto social, promovendo a troca de conhecimento sobre práticas que aproximam tecnologia e cidadania. Ao compartilhar sua experiência, a organização contribui para ampliar o debate sobre a construção de serviços digitais mais intuitivos, inclusivos e alinhados às necessidades da população.
