Em evolução como MVP, a solução busca instituições parceiras para validar, aprender e aprimorar a publicação segura de aplicações acadêmicas em escala
A transformação digital das instituições de ensino e pesquisa depende cada vez mais da integração segura, ágil e escalável de serviços digitais. Ambientes acadêmicos conectam sistemas institucionais, aplicações de pesquisa, plataformas educacionais, portais de benefícios e serviços de parceiros, muitas vezes exigindo configurações técnicas complexas para autenticação, autorização e interoperabilidade.
O BAITA, Barramento de Interoperabilidade Acadêmica, foi criado para enfrentar esse desafio no ecossistema da Comunidade Acadêmica Federada (CAFe). A solução simplifica a publicação de aplicações, facilita a integração de Provedores de Identidade (IdPs) e apoia instituições, pesquisadores e desenvolvedores na oferta de serviços digitais com mais autonomia, segurança e eficiência.
Com arquitetura moderna e preparada para colaboração em escala, o BAITA reduz etapas técnicas, descomplica configurações e permite que serviços digitais sejam disponibilizados à comunidade acadêmica com menor dependência de suporte especializado. A proposta é equilibrar autonomia institucional, governança federada e experiência de acesso mais fluida para usuários finais.
“O crescimento da demanda por serviços digitais e a diversificação de aplicações acadêmicas evidenciaram a necessidade de uma arquitetura mais moderna, ágil e descentralizada. O BAITA nasce nesse contexto como um habilitador estratégico para simplificar a integração de serviços e fortalecer a infraestrutura federada da RNP”, explica o coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da RNP, Clayton Reis da Silva.
Mais agilidade para publicar aplicações e mais governança para a federação
Em muitas instituições, a publicação de uma nova aplicação ou a integração a uma federação de identidade ainda exige conhecimento especializado, configuração manual e várias interações entre equipes técnicas. Esse modelo pode atrasar a disponibilização de serviços, aumentar o esforço operacional e limitar a participação de instituições com menor capacidade técnica instalada.
Ao mesmo tempo, pesquisadores, professores, estudantes e desenvolvedores precisam acessar e oferecer serviços digitais de forma simples, confiável e integrada. Uma aplicação acadêmica relevante, por exemplo, não deveria depender de longos ciclos técnicos para ser disponibilizada com autenticação federada e segurança adequada.
O BAITA atua nesse ponto de equilíbrio: dá autonomia a equipes institucionais para publicar, integrar e acompanhar serviços digitais com mais agilidade, enquanto preserva a governança, a segurança e os padrões de interoperabilidade necessários ao ecossistema da CAFe.
A solução reúne portal de serviços, automação de fluxos técnicos, apoio à gestão de aplicações e mecanismos para facilitar a integração de IdPs e serviços. Nesta fase, o foco é evoluir o MVP para uma arquitetura operacional, escalável e preparada para diferentes perfis institucionais, incluindo cenários de integração com a eduGAIN e de oferta de Provedor de Identidade como Serviço.
A participação dos early adopters é decisiva para essa evolução. Ao experimentar o BAITA em ambientes reais, as instituições ajudam a validar fluxos de publicação de aplicações, identificar melhorias de usabilidade, priorizar requisitos técnicos e aproximar a solução das necessidades concretas de gestores de TI, equipes acadêmicas e desenvolvedores.
“Com o BAITA, queremos reduzir a complexidade técnica que ainda dificulta a oferta de serviços digitais no ambiente acadêmico. A participação das instituições como early adopters é fundamental para testar o MVP em diferentes realidades, gerar aprendizados e orientar a evolução da solução para que ela chegue ao Sistema RNP mais aderente às necessidades da comunidade”, afirma o gerente de PD&I da RNP, André Marins.
Seja early adopter e ajude a evoluir o BAITA
O BAITA está na segunda fase do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação para Serviços Avançados da RNP. Depois de avançar na concepção e no desenvolvimento de um MVP funcional, o projeto inicia agora a prospecção de instituições parceiras para construir uma oferta experimental ao Sistema RNP. O objetivo é testar a solução em diferentes contextos, colher aprendizados de uso real e orientar os próximos ajustes de funcionalidade, escala, segurança e experiência de uso.
“Nesta segunda fase, avançamos na transformação do BAITA em uma infraestrutura operacional e escalável, capaz de simplificar o compartilhamento seguro de serviços acadêmicos entre diferentes instituições. A evolução da arquitetura, a oferta de Provedor de Identidade como Serviço e a integração facilitada com a eduGAIN contribuirão para reduzir a complexidade técnica, ampliar a participação institucional e fortalecer a interoperabilidade nacional e internacional do Sistema RNP”, destaca o coordenador acadêmico do BAITA, professor Frederico Schardong (IFRS/UFSC).
Instituições de ensino e pesquisa interessadas em experimentar o BAITA podem participar como early adopters, de forma colaborativa e sem custos. A contribuição envolve testes em ambientes reais, feedback sobre usabilidade, validação de fluxos tecnológicos e identificação de novas demandas. Ao participar, sua instituição ajuda a acelerar o amadurecimento da solução e a fortalecer uma infraestrutura acadêmica mais simples, segura e interoperável. Para saber mais e cadastrar sua instituição, acesse: https://rnpmais.rnp.br/lab/baita
Por Geovana Martins (bolsista de Jornalismo Científico da RNP)
