No dia 20 de agosto, a RNP participou, em Macaíba (RN), de uma agenda institucional relacionada à ampliação da infraestrutura nacional de processamento de dados, computação de alto desempenho e inteligência artificial.
A RNP esteve representada por seu diretor-geral, Lisandro Zambenedetti Granville, que acompanhou a programação voltada à apresentação de iniciativas estratégicas para o fortalecimento da capacidade nacional em infraestrutura digital, formação de pessoas, transferência de tecnologia e desenvolvimento de competências em inteligência artificial.
Supercomputador em Macaíba
Entre as informações apresentadas na agenda, foi informado que o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Macaíba, foi escolhido para abrigar um novo supercomputador voltado a processamento de dados e inteligência artificial.
Segundo o conteúdo divulgado no evento, o equipamento será adquirido com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), por meio de edital público a ser publicado no Diário Oficial da União (DOU).
A nova infraestrutura deverá alcançar 7.200 petaflops de capacidade de processamento e poderá atender empresas, universidades, instituições científicas e governos em atividades de treinamento de modelos, pesquisa e desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial. A execução dessa frente foi associada ao Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC).
Participação da RNP
No mesmo contexto, também foi apresentada uma iniciativa de cooperação tecnológica que envolve a RNP, com foco em infraestrutura avançada, transferência de tecnologia, formação de profissionais, apoio ao desenvolvimento de uma pilha de software nacional e criação de condições para o desenvolvimento de modelos de inteligência artificial em português e de um LLM nacional.
Nessa iniciativa, a contribuição da RNP está associada à integração de infraestrutura digital, conectividade avançada, suporte à pesquisa e operação de ambientes críticos, em linha com sua missão de apoiar o ecossistema brasileiro de educação, pesquisa, inovação e serviços estratégicos.
A proposta também considera uma infraestrutura de supercomputação no Rio de Janeiro, com previsão de operação inicial acompanhada de transferência tecnológica e formação de recursos humanos.
“Um dos pontos centrais é associar infraestrutura a formação de pessoas. Em projetos dessa natureza, a disponibilidade de equipamento é apenas uma parte da equação. A construção de capacidade nacional duradoura depende da transferência de tecnologia e da preparação de profissionais, pesquisadores e equipes técnicas aptos a operar, sustentar e evoluir essas infraestruturas ao longo do tempo”, destaca Lisandro.
Também foram mencionadas outras frentes complementares, como iniciativas relacionadas à arquitetura aberta RISC-V, voltadas ao desenvolvimento de capacidades em tecnologias críticas, e articulações para a estruturação de uma alternativa nacional para armazenamento e processamento de dados.
Compromisso com infraestrutura estratégica
Nesse cenário, a participação da RNP reforça o papel histórico da organização na integração de redes, serviços e ambientes críticos para a comunidade acadêmica e científica brasileira, contribuindo para iniciativas que exigem conectividade de alta capacidade, operação confiável e articulação entre instituições.
A atuação da RNP nesse contexto permanece orientada por critérios técnicos e pelo compromisso com o fortalecimento da infraestrutura nacional voltada à educação, à pesquisa, à inovação e ao desenvolvimento de capacidades estratégicas para o futuro.
