Desastre ambiental

Pesquisadores usam webconferência para recuperar o Rio Doce

Mais de 60 bilhões de litros em rejeitos. Essa é a quantidade de detritos que se misturaram ao Rio Doce e seus afluentes após o rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), que atingiu também cidades do Espírito Santo. Para ajudar no processo de recuperação do rio e seus biomas, pesquisadores Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) utilizam a plataforma de Conferência Web Mconf, desenvolvida pela RNP.

O mestre em Engenharia Ambiental e pesquisador da Ufes, Neyval Reis, explica que diversas ações e discussões de grupo são promovidas para que se possa alcançar a recuperação completa do Rio Doce. O Conferência Web possibilita que ocorram reuniões para integração dos trabalhos, apesar de os diferentes especialistas envolvidos no processo não estarem no mesmo campus, cidade ou região. “Por exemplo, um dos pesquisadores mais importantes da instituição na área de pesca está nos EUA. Com o apoio do serviço, ele pode participar das discussões com grupos e técnicos dos órgãos ambientais de várias regiões. Em alguns momentos, houve seminários realizados com o envolvimento de cerca de 60 pesquisadores’’, destaca Reis.

A plataforma Mconf, que viabiliza a realização de reuniões virtuais, já é utilizado por 21 das mais de 100 instituições e universidades clientes do serviço no país. O Conferência Web é uma alternativa de baixo custo em relação à videoconferência, já que não exige uma sala física com um terminal de acesso específico. Para usá-la, bastam um computador com acesso à internet e um headset, com fone de ouvido e microfone.

A velocidade de resposta por meio da Conferência Web é a principal vantagem de realizar essas reuniões. É possível garantir a participação de especialistas importantes em diversas áreas com uma logística muito mais ágil, que permite uma integração eficiente de esforços. O uso do serviço ainda permite que os pesquisadores da Ufes atuem como apoio aos órgãos ambientais, para ajudá-los a traçar as melhores medidas, remediar o impacto e monitorar o desastre.

Os pesquisadores da universidade se voltam ainda para o campo de pesquisa. ‘‘Nossa meta é investigar cientificamente os impactos sobre o ecossistema e avaliar a efetividade de ações mitigadoras de longo prazo’’, conclui Reis.

Foto: Fred Loureiro / Secom-ES