A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) participou, no dia 1º de julho, no painel “Imersão I: Riscos em Projetos”, realizado durante a Imersão em Gestão de Riscos da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). O evento teve como objetivo capacitar profissionais das diferentes áreas da Agência, fortalecendo a cultura de governança e gestão.
A mesa de abertura contou com a participação do diretor-presidente da AgSUS, André Longo, e de secretárias-executivas da instituição, que reforçaram o compromisso da diretoria com a implementação e o fortalecimento da gestão de riscos como instrumento estratégico para a tomada de decisões.
Na sequência, o presidente do Instituto de Gerenciamento de Projetos (Project Management Institute (PMI-DF)), Matheus Rocha, abriu o painel apresentando uma visão sobre a importância da gestão de riscos como elemento estratégico para o sucesso dos projetos e para o fortalecimento das organizações, além de destacar como o PMI tem apoiado lideranças na condução desse tema.
Representando a RNP, a analista de negócios Jakelynne Matos expôs um caso prático de gestão de riscos aplicado ao Projeto HU Brasil, destacando como uma atuação estruturada apoia a condução de iniciativas de transformação digital na saúde pública.
A apresentação abordou o contexto do projeto, exemplos de riscos que podem ser monitorados em diferentes organizações e os benefícios obtidos a partir da identificação, análise e tratamento sistemático desses riscos. Para Jakelynne “Gestão de riscos não é controlar problemas; é criar condições para que decisões sejam tomadas no momento certo. Em projetos de saúde, isso significa proteger pessoas, serviços e políticas públicas.”
O segundo caso foi apresentado por Claudia Sousa, assessora de Prestação de Contas e Gestão de Riscos, e Estefânio Pereira, assessor-chefe da Assessoria de Prestação de Contas e Gestão de Riscos do Ministério Público Federal (MPF). Os palestrantes compartilharam a experiência do MPF na estruturação da gestão de riscos em processos, abordando sua evolução, base normativa, metodologia e principais resultados alcançados.
Ao longo do painel, foram discutidos os desafios para consolidar uma cultura organizacional voltada à gestão de riscos, a importância do escalonamento dos riscos estratégicos para a alta gestão e a necessidade de monitorar continuamente riscos conhecidos e emergentes. Também foi ressaltado o valor que o tema gera para as organizações ao apoiar decisões mais assertivas e reduzir impactos na execução de projetos e serviços.
Por fim, a programação foi encerrada com um bate-papo entre palestrantes e participantes, que puderam esclarecer dúvidas e trocar experiências sobre práticas de governança, comunicação, monitoramento e tratamento de riscos em diferentes contextos.

