Delegações de mais de 10 países foram apresentadas à nova era da televisão digital no Brasil, a TV 3.0, em evento promovido pelo Ministério das Comunicações (MCom). O encontro aconteceu no dia 11 de maio, com a participação da RNP, e teve como objetivo apresentar a nova tecnologia e promover um diálogo sobre as perspectivas para a televisão digital aberta no país.
Durante o evento, o professor Marcelo Moreno, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), responsável pelo desenvolvimento da camada de aplicações da TV 3.0 (o DTV+), apresentou os principais recursos da nova tecnologia. A demonstração destacou as transformações na experiência do público, com funcionalidades como maior interatividade, conteúdos personalizados, regionalização da programação e a plataforma comum de governo, com serviços digitais para a população.
Além disso, representantes das embaixadas de Angola, Argentina, Bolívia, Botsuana, Colômbia, Cuba, El Salvador, Equador, Guiné Equatorial, Índia, Panamá, Paraguai, Peru, Estados Unidos e Japão puderam conhecer mais sobre a tecnologia empregada no projeto, que integra TV aberta, internet, interatividade e soluções avançadas de comunicação digital com tecnologia 100% brasileira.
Nesse sentido, a RNP atua como parceira estratégica na implementação da TV 3.0 no país, tendo sido convidada pelo MCom para gerenciar a fase 3 e a atual fase 4 do projeto, dando continuidade ao histórico da organização no desenvolvimento da TV digital no Brasil e a experiência em iniciativas na área audiovisual.
No evento de apresentação às embaixadas, a RNP esteve representada pelo gerente de Soluções, Adriano Adoryan, pelo coordenador de Soluções Edgar Corrêa e pela analista de Negócios, Leila Batista.
“O Brasil tem o principal mercado de televisão aberta do mundo, um histórico de contribuições à evolução da radiodifusão e hoje é visto como líder na transição para o novo padrão, que vem sendo recomendado internacionalmente. Cada geração tecnológica tem ciclos de mais de 20 anos, o que mostra um pouco a importância histórica desse movimento que estamos participando”, destacou Adriano.

A programação contou ainda com uma visita técnica à estação de TV da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), localizada na Torre de TV de Brasília, onde os participantes conheceram os transmissores que, em caráter experimental, já operam, evidenciando o potencial tecnológico e a capacidade de evolução da TV 3.0 no Brasil.
Estiveram presentes também representantes de entidades da radiodifusão brasileira, além do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, do secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Wilson Wellisch, da presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Antônia Pellegrino, e do conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações, Octávio Pieranti.
“O Brasil chega a este momento após um processo amplo, técnico e coletivo, que envolveu o Governo Federal, a Anatel, a sociedade civil organizada, a academia, a indústria, os radiodifusores e instituições que acompanham a evolução da televisão no país. Essa construção conferiu consistência à decisão, trouxe confiança aos setores envolvidos e permitiu uma escolha baseada em evidências, testes, diálogo e responsabilidade pública”, afirmou o ministro das Comunicações durante o evento.
TV 3.0 avança para etapa de implementação prática
O projeto TV 3.0 é uma iniciativa do Ministério das Comunicações (MCom) e chega à quarta fase de implementação, contando com a execução do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) e com a gestão da RNP. Com isso, o projeto entra em uma nova etapa, pós normatização da TV 3.0, agora mais próxima da implementação real, com a realização de integração sistêmica, conformidade ABNT e demonstrações práticas para a implantação.
Nesse contexto, o MCom tem avançado nas negociações com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) para viabilizar a implementação da TV 3.0 no Brasil. Esteve em discussão um financiamento internacional que pode chegar a cerca de 2,7 bilhões de reais, o que favorece o acesso a linhas de crédito exclusivas para que emissoras de todo o país possam modernizar a operação e começar a migrar para a nova geração da TV aberta digital.
A fase 4 de pesquisas da TV 3.0 terá duração de 36 meses, até 2029, contribuindo para o desenvolvimento de soluções para a indústria de radiodifusão e a nova geração de TV digital do Brasil.
