WRNP 2021: Cibersegurança, 5G, OpenRAN e identidade digital descentralizada são destaques do primeiro dia

Nesta segunda-feira (16/8), a RNP deu início à 22ª edição do WRNP, workshop realizado anualmente que tem por objetivo aproximar a comunidade científica do ecossistema de inovação no país. O evento, que acontece entre os dias 16 e 17 de agosto em formato 100% on-line, discute os principais avanços tecnológicos em Pesquisa e Desenvolvimento na área de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), dentro e fora do Brasil.

Este ano, foram duas trilhas em paralelo, com 57 palestrantes e 15 horas e meia de conteúdo, além de uma Feira Virtual com a exibição de 19 e-pôsteres da comunidade acadêmica.

No primeiro dia de evento, a RNP apresentou a evolução da rede Ipê, os resultados do Programa de P&D em Serviços Avançados e o seu novo serviço de Testbeds. Entre os assuntos discutidos em conjunto com a comunidade acadêmica, estão identidade digital descentralizada, cibersegurança e privacidade, OpenRAN e monitoramento de redes. 

Na abertura dos trabalhos no Palco B, os Comitês Técnicos de Blockchain e de Gestão de Identidade se uniram para promover um debate sobre identidade digital descentralizada. A moderação do painel ficou a cargo de Maria Teresa Aarão, da Blockchain Academy, e três pesquisadores especialistas na área foram convidados para passarem suas visões: Arlindo da Conceição (Unifesp), Frederico Schardong (UFSC e IFRS) e Fernando Marino (CPqD).

Ellalink e o projeto BELLA

O evento também promoveu um painel sobre o cabo Ellalink e o projeto BELLA, com Michael Stanton (RNP), Fernando Liello (GARR) e Marco Teixeira (RedCLARA) como painelistas. O diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Demi Getschko, foi palestrante convidado e falou sobre a ameaça da fragmentação da internet, princípios para garantir uma internet aberta, interconectada e interoperável.

Programa de GTs

No início da tarde, foram apresentados os resultados de oito GTs (Grupos de Trabalho) do Programa de P&D de Serviços Avançados, que oferecem soluções que vão desde evitar vazamento de dados e informações a reduzir o custo de energia elétrica em instituições, divididos em Fases 1 e 2.

São eles:

  • Fase 1: GT-RLProviDe-MI (UFF); GT-ChainID (UFBA); GT-FeedbackBot (UFRPE); e GT-Arquimedes (UFMG).
  • Fase 2: GT-Litecampus (UFCG); GT-Periscope (Earlysec); GT-Recmem (BrainyIT); e GT-V4H (UFPB).

Atualmente, cada um dos grupos da Fase 1 está desenvolvendo um produto mínimo viável, com foco em sua evolução e validação do modelo de negócios com integrantes do Sistema RNP. Enquanto, os da Fase 2, aprimoraram os serviços e produtos desenvolvidos e desenvolveram ofertas iniciais para o NasNuvens. 

Sobre o marketplace da RNP, o diretor-adjunto de Serviços da RNP, Luiz Coelho, detalhou: “Essas são soluções feitas da academia para a academia. Com o NasNuvens, queremos acelerar a oferta de serviços da IES [instituição de ensino superior] à sua comunidade, reforçar o vínculo do aluno com a instituição e reforçar a parceria do pesquisador com a TI da instituição. Estamos investindo em uma plataforma em que esses serviços possam ser consumidos pelas instituições de maneira mais fácil e ágil”.

OpenRAN

O painel “OpenRAN: desafios e oportunidades para o Brasil” trouxe o assessor técnico-científico da RNP, José Rezende, como moderador. Antes de convocar os participantes a contribuírem com a discussão, ele definiu e contextualizou o OpenRAN, protocolo que se concentra no desenvolvimento de hardwares e softwares padrões, abertos e neutros. Participaram da discussão José Marcos Camara Brito (Inatel); Gustavo Correa (CPqD), Christiano Both (Unisinos).

Lei de Informática

Já a Secretaria de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) fez uma apresentação sobre a Lei de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) como um instrumento de desenvolvimento tecnológico no país. A Lei dá incentivo a empresas que investem 4% do seu faturamento em atividades de Pesquisa e Desenvolvimento.

Segundo o MCTI, com 29 anos de vigência, a Lei de TIC já beneficiou mais de 600 empresas, 20 mil pesquisadores e criou mais de 110 mil postos de trabalho diretos. “O papel da RNP é fundamental, pois suas atividades dão para as empresas uma segurança muito grande. Quando uma empresa aporta recursos em um projeto coordenado pela RNP, ela fica tranquila de que o investimento será válido”, declarou o representante do MCTI, Henrique de Oliveira Miguel.

O que vem pela frente?

Na programação do segundo dia, o evento levará ao público painéis e palestras sobre Blockchain, Ciência Aberta, redes sem fio de nova geração (5G/6G), computação em nuvem e de borda (Edge Computing), Internet das Coisas (IoT), Machine Learning, inovação e empreendedorismo, entre outros temas.

Entre os palestrantes confirmados para essa edição, estão os keynote speakers Sandro Cortezia, da Ventiur Aceleradora, que fará uma apresentação sobre o Marco Legal das Startups, e Lindália Reis, CEO do evento Hacking Rio, em um painel sobre mulheres em TI.

Este ano, o Workshop RNP (WRNP) recebe patrocínio da Microsoft, Bedutech e Google Cloud, Huawei, dataRain e AWS, Grupo Binário, Microhard e Padtec, e apoio da Capes e do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br). O WRNP ocorre tradicionalmente em paralelo ao Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC), organizado pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC).

Para se inscrever, acesse: wrnp.rnp.br/inscricao.
 

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