Tráfego em IPv6 é ampliado para 237 campi em 2017

Em 2017, 237 campi de instituições de ensino e pesquisa em todo o território nacional passaram a estar aptos a trafegar dados em IPv6. Dessa forma, o volume de tráfego por esse protocolo chegou a taxas de 5 Gb/s na rede acadêmica. O resultado foi alcançado pelo projeto da RNP de alocação de IPv6, que configura as redes de acesso das instituições acadêmicas a fim de incentivar a adesão ao novo protocolo.

No ano anterior, o projeto facilitou o processo de implementação do IPv6 em 546 unidades de 103 instituições, em 24 estados brasileiros. Dessa forma, o volume de tráfego em IPv6 foi oito vezes maior na rede acadêmica, no período entre maio e novembro de 2016.

A iniciativa de lançar um projeto de alocação de IPv6 na comunidade acadêmica foi motivada pelo esgotamento de endereços em IPv4, anunciado pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.Br), e pelo Plano de Disseminação do Uso IPv6, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), que recomenda a adoção do IPv6 até setembro de 2018.

Uma das medidas adotadas pela RNP foi a alteração da sua política de alocação de blocos IPv4, em março de 2017. Com a decisão, só poderiam ser alocados blocos de no máximo /25 (128 hosts endereçáveis), a cada seis meses, após justificativa da necessidade iminente. Em paralelo, a RNP incentivou a alocação de blocos em IPv6, um /48 por campus. “Novos blocos IPv6 podem ser solicitados a qualquer tempo pelas organizações usuárias, à medida que julgarem necessário”, afirma a gerente de Operações da RNP, Janice Ribeiro.

As universidades e institutos federais interessados em implementar IPv6 devem procurar os contatos técnicos de suas instituições ou o Ponto de Presença da RNP no seu estado. Podem ainda enviar um e-mail para registro@rnp.br.

Acesse ainda o documento de recomendações da RNP para a transição ao IPv6.

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