Rute ultrapassa 100 unidades em operação

- 02/09/2014

No primeiro dia de Fórum, 2/9, a Rede Universitária de Telemedicina (Rute) comemorou a inauguração de cinco unidades – duas em São Paulo, no Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) e no Centro Hospitalar do Município de Santo André; uma em Recife, no Hospital Agamenon Magalhães (HAM); uma em Salvador, no Hospital Ana Nery (HAN), e uma em Belém, na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. As quatro últimas participaram, por videoconferência e em tempo real, da cerimônia de inauguração remota, conduzida pelo coordenador nacional da Rute, Luiz Ary Messina.

Junto às 97 já existentes, as novas unidades de telemedicina ultrapassam a marca de 100 unidades da Rute criadas, homologadas e em funcionamento em todo o Brasil. Depois desse marco, o coordenador da Rute colocou como próximo passo o avanço da rede rumo ao interior do país.

“Nosso grande desafio está nos municípios, que devem ser conectados pela RNP até o fim de 2014. Além disso, no nosso plano de 2015, previmos a conexão direta entre Brasil e a África, com novos canais de integração, que fortalecerão os laços de comunicação e colaboração entre as regiões”, afirmou Messina. Ele também mostrou o mais recente livro da iniciativa, o Rute 100, “que traz uma boa visão das ações em telemedicina e telessaúde”.

Na sequência, a coordenadora do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Angélica Baptista Silva, lembrou o início do projeto, quando, no período entre 2006 e 2008, 19 instituições compunham a Rede Universitária de Telemedicina (Rute).

Segundo a coordenadora, “a telemedicina se consolidou no âmbito da educação, com os SIGs (Special Interest Groups)”. Para os próximos passos, ela espera que haja um monitoramento sistematizado da rede Rute.

O coordenador da Rute Fase II e professor de Otorrinolaringologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Jose Diniz Junior, destacou os esforços em incluir a Rute e a telemedicina nos programas de residência, pós-graduação e extensão em saúde realizados pela universidade.

“Quer mudar, avalie. Estamos colocando as palavras telemedicina, telessaúde e Rute em livros, provas e concursos”, disse o professor, que também contou que o núcleo Rute local tem sido cada vez mais usado. “A sala tem sido cada vez mais usada para qualificações, promovendo economia de recursos com as bancas”.

A coordenadora da Unidade Rute-Adesão, Jeane Couto, do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), garantiu que “praticamente todos os projetos do IMIP têm um viés de telessaúde, pois a instituição internalizou a importância da área”. A conquista é relevante, pois o IMIP é o maior hospital filantrópico da região, que atende 100% o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo, pois, voltado à atenção à população carente pernambucana.

Por fim, a coordenadora do SIG Rute - Enfermagem Intensiva e de Alta Complexidade, Lilian Behring, mostrou o lado humano do esforço de empregar as TIC na saúde, sobretudo, em telemedicina. “Quando falamos de TI, falamos de um sonho, de levar a tecnologia para melhorar a saúde da população e com isso salvar vidas”, concluiu.

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