RNP participa de reunião de ministros de CT&I dos Brics

Nos dias 17/3 e 18/3, o coordenador nacional da Rede Universitária de Telemedicina (Rute), Luiz Ary Messina, em representação à RNP, esteve presente na 4ª Reunião de Altas Autoridades de Ciência, Tecnologia e Inovação dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizada em Brasília. 

O encontro contou com a presença dos ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) dos cinco países. Os dirigentes apresentaram e assinaram a Declaração de Brasília, que reafirma a importância estratégica atribuída pelos cinco países para CT&I e aprofunda as prioridades estabelecidas no 1º Encontro Ministerial de CT&I dos Brics, realizado em 2014, na África do Sul. O documento também manifesta a disposição e o engajamento das nações para trabalhar no plano de ação 2015-2018, a ser concluído na Rússia, no 3º Encontro de Ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação, marcados para o segundo semestre deste ano.

Ao todo são cinco áreas temáticas de trabalho da cooperação. Cada país será responsável por uma delas. O Brasil liderará os esforços em mudanças climáticas e prevenção de desastres naturais. A área de recursos hídricos e ecologia é responsabilidade da Rússia. A Índia tomará conta de tecnologia geoespacial e suas aplicações. A China cuidará da parte de energias alternativas e renováveis, enquanto a África do Sul irá direcionar os trabalhos na área de astronomia.

Também foram mencionadas importantes iniciativas, tais como fórum de jovens cientistas, plataforma para pesquisa e inovação, tecnologia para previsão climática, pesquisas estratégicas para promoção da CT&I, desenvolvimento de parcerias com outros atores estratégicos, e assuntos como biotecnologia e a saúde humana.

Anfitrião do encontro, o ministro do Brasil, Aldo Rebelo, ressaltou, em seu discurso de abertura, possíveis áreas de pesquisas a serem exploradas pelos países que compõem o bloco. Ele vê a interação dos Brics como muito importante para o desenvolvimento de CT&I em cada uma das cinco nações. “A cooperação abre para todos nós amplos horizontes de possibilidades em todas as disciplinas onde tivermos competência para atuar. Energias renováveis e prevenção e mitigação de desastres naturais, por exemplo, são grandes desafios. Também precisamos de ousadia e ambição em outros domínios, como a produção de alimentos e a proteção da saúde dos nossos povos”, afirmou Rebelo.