RNP participa de conferência anual de redes acadêmicas na África

Representantes dos projetos Magic (Middleware para Aplicativos Colaborativos e Comunidades Globais Virtuais) e Tandem se reuniram no dia 28/3, na Costa do Marfim (África), para discutir possíveis sinergias entre eles e suas entregas, além de promover a cooperação intercontinental e o desenvolvimento de infraestruturas de pesquisa global.

O diretor-adjunto da Escola Superior de Redes (ESR) da RNP, Leandro Guimarães, coordena um dos pacotes de trabalho (WP) do Magic e participou do evento, destacando como tem sido o trabalho de disseminação e implementação do serviço eduroam e das federações de identidade (no Brasil, exemplo da CAFe) pelo mundo, principal objetivo de sua atuação. “Nosso WP atingiu quase todas as metas e grande parte das entregas foram feitas. Temos trabalhado de maneira muito próxima dos países da África, para ajudá-los na disseminação dos serviços”, explicou Guimarães.

O Magic é um projeto global de colaboração, que pretende aprimorar a capacidade de pesquisadores de todo o mundo colaborarem entre si, inclusive no continente africano. Já o Tandem visa criar condições favoráveis para Rede de Ensino e Pesquisa na África Ocidental e Central, a Wacren, garantindo sua integração na comunidade global, bem como sua sustentabilidade a longo prazo. Por isso, a importância desses projetos conversarem e potencializarem suas entregas. Ambos são financiados pela Comissão Europeia e têm como prazo previsto de conclusão o mês de abril, momento em que os resultados finais serão apresentados.

Esse encontro entre os projetos foi parte da programação da conferência anual das redes acadêmicas da África Central e Ocidental (Wacren 2017), realizada entre os dias 30 e 31/3, na Costa do Marfim. O evento reuniu cientistas, pesquisadores, gerentes de rede, especialistas em colaboração e e-learning, especialistas em gerenciamento de identidade e provedores de conectividade e equipamentos de toda a África e do resto do mundo, para discutir sobre a importância de reunir esforços em prol da qualidade da educação superior e da pesquisa.

Segundo Leandro Guimarães, a proximidade dos países da América Latina é bem vista pelos africanos. “A participação de representantes de países latino-americanos serve como exemplo para a África. É possível mostrar que conseguimos realizar diversas ações, mesmo com pouco recursos”, finalizou.