Projeto IDS é concluído e contribui para a evolução de serviços e o monitoramento do backbone

No dia 31/7, foi concluído o projeto Infraestrutura Definida por Software (IDS), no âmbito do acordo de Cooperação Técnica (processo de nº 01250.060444/2017-71) celebrado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a RNP e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD). A apresentação final dos resultados do projeto foi realizada no dia 27/7.

A infraestrutura IDS funciona como um ambiente externo para o desenvolvimento de pilotos, onde o foco é entregar novas funcionalidades para desenvolver expertise e possibilitar o P&D conjunto entre áreas internas da RNP e parceiros externos. Os pilotos que obtiverem sucesso no IDS serão utilizados para criar um roadmap de evolução das ciberinfraestruturas da RNP de TI e Telecom.

“O projeto teve como objetivo implantar uma infraestrutura para o desenvolvimento de novas tecnologias que integrem os recursos de computação e armazenamento nos Pontos de Presença (PoPs) com a rede da RNP. A infraestrutura do IDS é constituída por uma nuvem de borda distribuída interconectada por uma rede SDN virtualizável sobreposta ao backbone da RNP. As características dessa infraestrutura, aliadas ao sistema de orquestração desenvolvido, permitem que os recursos sejam fatiados, configurados e entregues aos seus usuários sob demanda para que sejam desenvolvidos novos serviços, PoCs e demonstrações”, explica o assessor técnico-científico da RNP e coordenador do projeto, José Rezende.

Inicialmente, o IDS foi financiado com recursos de fomento da RNP e, a partir de agosto de 2018, se beneficiou da captação de recursos da Lei de Informática, por meio do programa PPI/MCTI em cooperação com a Huawei.  

Diferentes utilizações do IDS
Nesse último ano, o IDS contribuiu para diferentes casos de usos em parceria com grupos de pesquisa de Grupos de Trabalhos (GTs) como NosFVeraTO, FENDE, Ipê Analytics e SOFTWAY4IoT e de projetos de chamadas coordenadas como FUTEBOL e NECOS, assim como em parceria com startups e áreas internas da RNP.

A startup BrainIT utilizou o IDS para desenvolver a nova geração de componentes do serviço [email protected], tornando o compatível com os recursos de nuvem. A Engenharia da RNP usou recursos do projeto para o desenvolvimento de pilotos para monitorar fluxos do backbone para o suporte à análise e predição usando inteligência artificial, assim como para criar uma cópia virtual do backbone para apoio à operação e evolução da Rede Ipê.

A expertise gerada pelo IDS também foi utilizada para apoiar a Gerência de TI da RNP na criação do Kloud, uma nova modalidade de oferta de infraestrutura corporativa usando tecnologias de nuvem.

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