Projeto entrega soluções de segurança em nuvem para a sociedade

No dia 14/3, foi realizada a avaliação final do SecureCloud, projeto desenvolvido no âmbito da 3ª Chamada Coordenada BR-EU, com foco em segurança para aplicações em nuvem.  A iniciativa encerrou seu ciclo no programa das Chamadas Coordenadas BR-UE de forma positiva, de acordo com a análise dos avaliadores e coordenadores da Comissão Europeia e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Tecnologias Digitais para Informação e Comunicação (CTIC/RNP), que representa o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O evento foi realizado no Lactec, em Curitiba.

O SecureCloud desenvolveu soluções de segurança para aplicações em nuvem, oferecendo garantias e proteção contra-ataques de usuários maliciosos, por meio de uma solução personalizável, modular, flexível e interoperável. Baseado em uma tecnologia recente, desenvolvida em hardware pela Intel, chamada SGX, o projeto oferece uma série de microsserviços para o desenvolvimento de aplicações seguras em nuvem, inclusive as de big data. Esses fatores tornam a iniciativa aplicável à segurança de informações em diferentes cenários, como privacidade de usuários de serviços em nuvem, como streaming de música e vídeo, proteção de informações sensitivas de pacientes em ambientes de saúde e usuários de medidores elétricos inteligentes.

“O impacto desse projeto na sociedade é surpreendente. As empresas do setor de computação em nuvem participantes do consórcio já incorporaram partes das soluções desenvolvidas em seus sistemas, uma startup foi criada em função dos resultados do projeto e a própria Operadora Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já estuda a adoção de soluções do SecureCloud”, destacou o coordenador do CTIC, Wanderson Paim.

Avaliação por metas e objetivos

No processo de avaliação, foi verificado se o projeto alcançou as metas e objetivos previstos na proposta aprovada, além de outros critérios, como de integração das soluções desenvolvidas e a sinergia entre as equipes brasileiras e europeias. “O alcance desses resultados exigiu bastante esforço de coordenação e pesquisa, pois o projeto envolveu 14 instituições, sendo seis empresas, seis universidades e dois institutos de pesquisa espalhados no Brasil e na Europa. Só no Brasil foram contratados 60 pesquisadores bolsistas, além da equipe voluntária que trabalha nas empresas. Ou seja, além do desafio tecnológico e de pesquisa, o projeto conseguiu explorar bem a sinergia entre as diferentes culturas e realidades, acomodando as expectativas e superando as diferenças de língua, a distância e o fuso-horário, que são desafios característicos dos projetos de cooperação internacional”, destacou Paim.

Histórico do projeto

Um dos integrantes do SecureCloud é o professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Andrey Brito. Ele explicou que alguns parceiros brasileiros, como a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e a UFCG, vinham cooperando informalmente com outros parceiros europeus – a Technische Universität de Dresden e a Universidade de Neuchâtel. Para o grupo, a o lançamento da 3ª Chamada Coordenada BR-UE conseguiu consolidar o projeto.

“Tínhamos muitas ideias promissoras, mas faltava um mecanismo para fortalecer e consolidar a cooperação. A 3ª chamada casou perfeitamente com este objetivo. Com ela, conseguimos incluir outros parceiros que estavam trabalhando em áreas relacionadas e que puderam ajudar a viabilizar um escopo mais completo, incluindo desde a tecnologia básica para computação confidencial até os serviços de big data e as aplicações utilizando requisitos e dados reais. Dezenas de jovens pesquisadores puderam adquirir uma valiosa experiência de trabalho cooperativo em nível internacional. E os grupos existentes conseguiram expandir seus conhecimentos em uma subárea estratégica da computação em nuvem, que até então não era dominada no Brasil”, ressaltou.

Sobre perspectivas de futuro, Brito explica que participar da 3ª chamada viabilizou que outros projetos fossem formatados dentro do SecureCloud. “Eles estenderão a pesquisa, ampliando também o alcance dos resultados atuais por meio de atividades de disseminação. E além de novos projetos de pesquisa, uma startup (SCONTAIN) já está em operação e empresas parceiras (como ChocolateCloud e CloudSigma) já estão incluindo tecnologias resultantes do projeto em produtos que chegarão ao mercado em breve”, finalizou.

Para mais informações sobre o projeto, acesse: www.securecloudproject.eu.