Primeiro curso de Engenharia de Redes do país completa 20 anos

Em 1997, a Universidade de Brasília (UnB) criou a primeira graduação do país em Engenharia de Redes de Comunicação, com o intuito de formar profissionais que atuassem de forma multidisciplinar no mercado das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). Vinte anos depois, a UnB comemorou o pioneirismo da criação do curso em cerimônia realizada na Faculdade de Tecnologia (FT) no dia 29/6, que também celebrou os 55 anos da UnB e cinco décadas da FT.

O evento contou com a participação do diretor-geral da RNP, Nelson Simões, que mostrou o cenário atual das redes de educação e pesquisa no país e a importância da graduação em Engenharia de Redes nesse contexto. Em sua apresentação, ele citou quatro desafios profissionais sob a perspectiva da RNP: a modernização da infraestrutura, o desenvolvimento de aplicações avançadas, a colaboração e o relacionamento com a comunidade, e a mudança necessária para a inovação.

Na ocasião, Nelson Simões destacou os esforços da RNP em ampliar a conectividade em território nacional e em facilitar a colaboração entre as instituições de ensino e pesquisa, ao mencionar o envolvimento da organização em projetos de redes comunitárias, como a Rede Universitária de Telemedicina (Rute) e o projeto Cinemas em Rede. “Temos uma boa rede de comunicação, bons centros de computação científica e laboratórios de ponta, mas não temos uma visão coordenada do que é ciberinfraestrutura para o país a longo prazo e como ela deve evoluir”, afirmou Nelson Simões durante o evento na UnB.

Segundo o diretor da FT/UnB, Antônio Brasil, o Departamento de Engenharia Elétrica da UnB ocupou uma posição diferenciada na década de 90, pela criação de dois cursos na Faculdade de Tecnologia que representaram novidades na época: de Engenharia de Telecomunicações e Engenharia Mecatrônica.

Logo depois, veio o surgimento do primeiro curso de graduação em Engenharia de Redes de Comunicação do país, que comemora 20 anos. “A implementação do curso teve um grande envolvimento de professores da área e uma relação forte com o mercado de TIC, tanto na parte de hardware como software, para a formação de um profissional focado”, conta o professor da UnB, Antônio Brasil.

De acordo com o acadêmico, nos dias atuais, a área continua provocando mudanças constantes. “O aluno de Engenharia de Redes que entra na universidade não sabe quais tecnologias estarão presentes em sua profissão quando se formar. É o tipo de atuação que exige um profissional dinâmico e antenado às modificações, no sentido de acompanhar essa evolução tecnológica”, avaliou Antônio Brasil.

O diretor da FT/UnB destacou a parceria com a RNP para maior colaboração entre a comunidade científica brasileira e internacional. “A RNP é essencial para o Brasil e um referencial importante para a nossa graduação. Os desafios tecnológicos e estratégicos que ela enfrenta são um modelo para qualquer curso de engenharia de redes”, declarou.

Fonte: Secom UnB, com informações da RNP. Crédito das fotos: Júlio Minasi/Secom UnB.

Legenda: Georges Nze, Antônio Brasil e o ex-reitor José Geraldo de Sousa Júnior, um dos homenageados na comemoração pelos 20 anos da Engenharia de Redes na UnB.