Michael Stanton é homenageado pela Internet Society

O cientista de redes e ex-diretor da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Michael Stanton, foi admitido ao Hall da Fama da Internet por sua contribuição para o desenvolvimento da internet global. A admissão ocorreu hoje, 27/9, em cerimônia da Internet Society realizada em San José, na Costa Rica.

Michael recebeu a homenagem na categoria “Conectores Globais”, que reconhece indivíduos que fizeram "contribuições significativas para o desenvolvimento e a expansão do uso da internet em uma escala global". Ao todo, foram admitidos este ano 11 novos membros para o Hall da Fama da Internet.

“A Internet no Brasil começou em 1992 com a RNP, que continua a expandir e melhorar sua oferta de serviços de rede e informações para a comunidade nacional de pesquisa e educação, e estou muito feliz por ter sido incluído no Hall da Fama por minhas contribuições a este coletivo de realização", afirma Michael.

Michael Stanton é o terceiro a receber o reconhecimento da Internet Society em nome do Brasil, depois de Demi Getschko, conselheiro do Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.br), em 2014; e Tadao Takahashi, o primeiro coordenador do projeto RNP, em 2017.

O Hall da Fama da Internet foi lançado pela Internet Society em 2012 e é um programa de reconhecimento e um museu virtual que celebra a história viva da internet e os indivíduos cujas extraordinárias contribuições tornaram possível a internet, com sua disponibilidade, uso mundial e natureza transformadora.

Para mais informações, acesse o site da Internet Society.

Sobre Michael Stanton

Michael Stanton atua como cientista de redes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Doutor em Matemática pela Universidade de Cambridge, ele foi professor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) (1971-73), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) (1973-99), e da Universidade Federal Fluminense (UFF) (1994-2014). Contribuiu para a pesquisa acadêmica na computação e na arquitetura e engenharia de redes de computadores.

A partir do lançamento da NSFNET, em 1985, rede da National Science Foundation (NSF) que interligou universidades e laboratórios de pesquisa nos Estados Unidos, Michael passou a advogar a criação de uma rede deste tipo no Brasil, conectada a redes semelhantes no exterior. O fruto dessa mobilização da comunidade acadêmica foi o lançamento, em 1989, do projeto Rede Nacional de Pesquisa (RNP) pelo CNPq. Michael participou da coordenação deste projeto entre 1990 e 1993.

Em 2002, cedido pela UFF, Michael retornou à RNP (agora Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, já uma Organização Social - OS), como diretor de Inovação e depois como diretor de Pesquisa e Desenvolvimento entre 2002 e 2018. A partir de 2002, a RNP estreitou sua ligação com a comunidade nacional de pesquisa, desenvolvimento e inovação em redes e sistemas distribuídos, com sucessivas chamadas para participar em projetos conjuntos do desenvolvimento de novos serviços para a RNP e seus usuários.

Entre os projetos pioneiros de redes do Michael, estão o redesenho das redes internas da PUC-Rio (1992) e da UFF (1998), da Rede-Rio (fases Bitnet e Internet entre 1989 e 1992), a rede experimental em fibra óptica do projeto GIGA (2003-08), da rede metropolitana de Belém do Pará (MetroBel) (2004-07), considerada protótipo das redes comunitárias de educação e pesquisa (Redecomep), e da fase 6 do backbone nacional da RNP (2010).

Ele também vem contribuindo para a inserção da RNP na comunidade internacional das redes acadêmicas, especialmente por meio da evolução desde 2003 da Rede Clara, um backbone regional, que interconecta as redes acadêmicas da América Latina; e do acesso aos EUA, e portanto ao resto do mundo, em colaboração em sucessivos projetos com a Florida International University (FIU) desde 2004. Atualmente, Michael participa no projeto AarcLight, com financiamento da NSF e liderado pela FIU, que está instalando em 2019 nova rota internacional entre Brasil e África do Sul. Também participa do projeto BELLA, que constrói o novo backbone óptico escalável da RedCLARA, e será conectada diretamente às redes da Europa por meio do futuro cabo submarino EllaLink entre Brasil e Portugal a partir de 2021.