Gestão do PoP-RJ passará para o CBPF

Um novo modelo de governança do Ponto de Presença da RNP no Rio de Janeiro (PoP-RJ) entrará em vigor a partir do dia 1º/1 do próximo ano. Nele, algumas responsabilidades entre as instituições envolvidas foram repactuadas, como a gestão do PoP-RJ, que passará do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) para o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

O LNCC está à frente do PoP-RJ desde a sua criação, em 1992, e teve papel fundamental na pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A instituição apoiou o avanço da infraestrutura computacional de alto desempenho destinada à comunidade científica e tecnológica nacional e contribuiu de maneira essencial na criação do backbone nacional e na conexão com a internet naquele mesmo ano. Depois da migração da sua sede da cidade do Rio de Janeiro para Petrópolis, apenas uma parcela da equipe do LNCC permaneceu nas instalações físicas do PoP-RJ, localizado nas dependências do CBPF. A mudança da administração intenciona acelerar os processos de tomada de decisão e suas posteriores implementações, tendo em vista a proximidade entre as instalações operacionais e administrativas.

Para o tecnologista do LNCC, Wagner Léo, “trabalhar com a RNP trouxe uma perspectiva diferente para quem atuou diretamente com o gerenciamento do Ponto de Presença do Rio de Janeiro. Esse período foi muito gratificante e positivo, tanto para os profissionais quanto para os clientes finais da rede”.

Mudança de gestão

A primeira reunião entre os diretores das instituições para discutir as mudanças na gerência do PoP-RJ aconteceu em abril. Na ocasião, foram discutidas ações para aumentar a integração entre as instituições; a qualificação e a resposta na operação de serviços críticos de tecnologia de informação e comunicação para o estado e o país; o desenvolvimento e gerenciamento do PoP-RJ integrado à Rede Rio, consolidando um centro de gerenciamento de serviços de computação e comunicação avançada para a ciência; e a nova missão do LNCC, junto à RNP, de auxiliar na expansão da capilaridade da rede no interior do estado.

O diretor-adjunto de Relações Institucionais, Gorgonio Araújo, destaca que a transição da gestão do PoP-RJ faz parte da estratégia de fortalecer os pontos de presença como representações da RNP nos estados. ''Essa mudança, que será responsável por estabelecer papéis mais adequados à nova realidade dos serviços da RNP no Rio de Janeiro, tem o intuito de prover maior estabilidade na disponibilização de conectividade e serviços avançado", pontuou Gorgonio.

Algumas mudanças já estão sendo realizadas nas instalações do PoP-RJ, como obras para modernização e organização da estrutura física e elétrica,  o monitoramento a distância da temperatura dos equipamentos, a fim de evitar incidentes técnicos que possam comprometer o acesso à internet nas instituições de ensino, pesquisa, hospitais e demais órgãos que utilizam a rede. Entre os desafios apontados pela nova gestão, sob a responsabilidade da Tecnologista Senior do CBPF, Marita Maestrelli, ressaltamos a obtenção de canais de redundância do sinal de internet, para garantir a estabilidade da conexão, e a expansão das suas funções, assumindo as responsabilidades de um datacenter científico que, além de prestar os serviços esperados de um ponto de presença, abrangerá toda a parte de conectividade e infraestrutura de computação para ciência.

De acordo com o tecnologista do CBPF, Marcelo Albuquerque, a autonomia da gestão do PoP-RJ pela instituição facilitará a logística administrativa e agilizará ações pontuais em casos de emergência, visto que a estrutura física se encontra no mesmo prédio do CBPF. ‘’Estamos muito entusiasmados com esse novo desafio e esperamos oferecer celeridade na gestão dos serviços e no oferecimento de infraestrutura de qualidade para as instituições que são atendidas pela rede”, finalizou Marcelo. 

Você sabe o que é um ponto de presença (PoP) da RNP?

Os PoPs são áreas de apoio presentes em todos os estados do Brasil que operam a infraestrutura da RNP, chamada rede Ipê, que oferece conectividade, serviços e soluções para ensino, pesquisa e inovação. Os 27 pontos de presença contam com equipes técnicas e administrativas que ajudam a garantir aos usuários finais acesso à rede Ipê com qualidade e alta disponibilidade.