Fibra óptica chega ao ponto de presença da rede acadêmica no Amapá

O Amapá, que tinha acesso à rede acadêmica apenas por comunicação de rádio, passou a ser, como os demais estados brasileiros, conectado ao backbone nacional por fibra óptica. Em março, foi ativado o circuito de 100 Mb/s entre Belém e Macapá pela operadora CompuService.

Com a contratação, não há mais nenhum ponto de presença que não esteja conectado à rede Ipê por fibra óptica, o que garante internet de qualidade também para as instituições de ensino e pesquisa da região Norte.

Entre as instituições beneficiadas pela fibra, estão a Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), a Universidade do Estado do Amapá (Ueap), o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O Ponto de Presença da RNP no Amapá (PoP-AP) agora é atendido em 250 Mb/s, 100 por fibra e 150 por rádio, com a possibilidade de upgrade para 300 Mb/s nos próximos meses. “A contratação é um marco para a região Norte e um grande passo em direção à gigatização da rede Ipê, que passa a atender todos os estados, mesmo os locais de acesso remoto, a múltiplos gigabits”, afirma o diretor de Engenharia e Operações da RNP, Eduardo Grizendi.

A fibra óptica que atende ao PoP-AP é a mesma do Linhão de Tucuruí, de 1,8 mil quilômetros de extensão, que leva energia elétrica da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, até a capital, Macapá, passando por Manaus (AM). O cabo atravessa o Rio Amazonas por via aérea, na cidade de Jurapari (PA), em torres de 300 metros de altura. “O circuito foi ativado em fibra que passa ao lado dos cabos de energia elétrica”, explica o engenheiro de redes que coordenou o projeto, Oswaldo Alves.