Brasil precisa investir em ciência para superar crise econômica, diz ministro

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- 19/08/2016

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, reiterou, durante a abertura do fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), a necessidade de o país investir em pesquisa e inovação para superar a crise econômica. 

"Nós, à frente do ministério, compartilhamos a responsabilidade com a equipe lá constituída de nos esforçar muito para fazer a nossa lição de casa, para que, junto com as fundações [de amparo à pesquisa], as secretarias estaduais e as entidades científicas, possamos apresentar ao Brasil a sinalização de um caminho que efetivamente possa significar mais crescimento e geração de emprego e riqueza, para que a gente possa ter um país melhor, em que as pessoas possam ter mais qualidade de vida", disse o ministro, em São Luís (MA).

Kassab informou sobre o esforço, empreendido por diversas instituições, de sensibilizar os poderes Executivo e Legislativo para reverter a queda dos recursos direcionados à ciência. No início de agosto, o ministro convocou uma estratégia de mobilização para garantir a recomposição orçamentária, em encontro do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti).

"É evidente que a minha presença aqui procura expressar o nosso sentimento e a nossa convicção de que, mais do que nunca, as políticas públicas de ciência e inovação precisam ter um apoio expressivo do poder público nos planos municipais, estaduais e federal", afirmou Kassab. "Que todos os governos possam ter condições e determinação política de enfrentar as adversidades no campo econômico, ao saber que esse enfrentamento passa, efetivamente, por uma priorização de investimentos e de ações no campo das pesquisas."

Fórum

O governador do Maranhão, Flávio Dino, destacou a desigualdade entre as "práticas sociais" e a produção científica brasileira. "Nós vivemos isso quando tratamos da política pública de ciência e tecnologia, porque o Brasil tem exatamente um pé no século 21, na pesquisa de elite, nas maiores publicações do mundo, e ao mesmo tempo outro pé no século 18, nas práticas sociais e institucionais que nós gostaríamos de ver vencidas", comentou. "E o Maranhão talvez seja o retrato mais acabado disso, infelizmente. Daqui a poucas dezenas de quilômetros, na histórica cidade de Alcântara, nós temos os casarões coloniais do ciclo do algodão do século 19 e, ao lado, a base de lançamento de foguetes e experimentos tecnológicos de grande importância para o país."

A programação do fórum inclui mesas-redondas sobre temas estratégicos para ciência e inovação no Brasil e o fomento à pesquisa por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Os secretários de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Alvaro Prata, e de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC, Jailson de Andrade, seguem no evento até sexta-feira (19).

Também compareceram à solenidade os presidentes do Confap, Sergio Gargioni, do CNPq, Hernan Chaimovich, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, e da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), Alex Oliveira de Souza; o diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep, Ricardo Gattass; o secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação do Maranhão, Jhonatan Almada; o secretário de governo da Prefeitura de São Luís, Lula Filho; o diretor-presidente do Instituto Tecnológico Vale, Luiz Mello; e o deputado estadual Bira do Pindaré.

Fonte: MCTIC

Crédito da foto: Ascom do MCTIC

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