Atuação da RNP será ampliada para incluir startups e aceleradoras

Crédito: Ascom/MCTIC

Criado para financiar a implantação de uma rede de internet voltada para as universidades, o Programa Interministerial Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (PI-RNP) será revisto e atualizado para facilitar a realização de parcerias com instituições públicas e privadas. Além disso, as novas diretrizes, que serão definidas em portaria interministerial, devem beneficiar empresas e entidades do ecossistema de inovação do país, como as startups.

“Temos dois programas no ministério, o Startup Brasil e o Centelha, em que a RNP vai poder oferecer conectividade nos campi universitários e parques tecnológicos para esses empreendedores. Além disso, serão ampliadas as cooperações nas áreas de saúde, defesa e cultura”, explicou o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Maximiliano Martinhão. Ele participou nesta quarta-feira (29) do Fórum RNP 2018, em Brasília.

O Programa Interministerial RNP foi criado em 1999 para implantar e manter uma rede nacional de alta capacidade para o tráfego de dados da internet e de suporte às aplicações em educação e pesquisa. Em 2005, foi redefinido para incorporar a inovação, abrindo a possibilidade de adesão de outros ministérios. Atualmente, o programa prevê investimentos conjuntos do MCTIC e ministérios da Educação, da Saúde, da Cultura e da Defesa.

Nos últimos anos, a evolução no uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na educação superior e na pesquisa levou à necessidade de revisão no modelo do programa. As novas diretrizes deverão facilitar parcerias e captação de recursos. Com isso, a RNP poderá celebrar novos acordos de cooperação, convênio e contratos com instituições de ensino, pesquisa e tecnologia, empresas, além de redes comunitárias institucionalizadas.

Para o secretário Maximiliano Martinhão, a revisão do Programa Interministerial é um importante passo para ampliar a base de usuários da RNP e facilitar novos arranjos com empresas incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos. “Isso trará inovação e desenvolvimento ao nosso país.”

Ele ressaltou que as parcerias são a razão do sucesso da RNP uma vez que viabilizam a implantação e o crescimento de iniciativas em várias áreas e de políticas públicas importantes como a Rede Universitárias de Telemedicina e o programa Amazônia Conectada. “Como gestores públicos, devemos buscar sempre a colaboração, o compartilhamento e a troca. A RNP mostra que esse é um caminho possível e viável.”

O diretor-geral da RNP, Nelson Simões, ressaltou que o programa interministerial, desde sua criação, foi decisivo para o desenvolvimento e ampliação da rede a todos os estados brasileiros. “Isso representou uma transformação para as instituições, para a educação superior e a pesquisa no país.”

Segundo ele, o momento de reestruturação do PI-RNP ocorre em um novo ambiente que abrange temas como dados, computação, colaboração e segurança.

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