Projeto Mercurius estuda modelos de negócios para suporte à e-Ciência

Projeto Mercurius estuda modelos de negócios para suporte à e-Ciência
O professor da UFCG, Francisco Vilar Brasileiro, no WRNP 2018.

Um novo projeto cofinanciado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), está estudando modelos de negócios para a federação de serviços em nuvem que deem suporte a atividades de e‐Ciência.

A iniciativa, que recebeu o nome de “Mercurius”, teve início em fevereiro e foi uma proposta das universidades federais de Campina Grande (UFCG) e de São Carlos (UFSCar), com a participação da RNP, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Nacional do Semiárido (INSA).

Três estudos de caso serão implementados na primeira etapa do projeto, que terá duração de cinco anos. O primeiro é a federação em nuvens de infraestrutura como um serviço (Infraestructure as a Service – IaaS). “Esse modelo traz a possibilidade de criar máquinas virtuais, armazenamento e redes privadas, interconectando esses recursos, com diferentes provedores ligados nessa federação”, explica o pesquisador da UFCG, Francisco Vilar Brasileiro.

O outro serviço em implantação, com interesse do INSA, visa ao processamento de imagens de satélite para obtenção de índices de vegetação, usados em pesquisas da área de mudanças climáticas.

Já o terceiro caso, em fase de projeto, está relacionado à área de astronomia, em cooperação com o Laboratório Interinstitucional de e-Astronomia (LIneA). A proposta é criar um workflow científico entre o LIneA e o portal do levantamento The Dark Energy Survey (DES), que estuda a natureza da energia escura e a sua relação com a expansão do Universo.

O projeto Mercurius tem o caráter de suporte à e-Ciência, ou seja, visa disponibilizar ferramentas e recursos computacionais para a execução de aplicações científicas que demandam alta vazão.

A expectativa é criar modelos de negócios junto às comunidades usuárias para garantir que a operação dos serviços seja sustentável. "Espera-se que ao final do projeto os três estudos de caso se transformem em usuários de um serviço de computação de alta vazão a ser ofertado pela RNP em conjunto com a comunidade acadêmica", afirmou o gerente de P&D da RNP Leandro Ciuffo.