Confira tendências em arquiteturas de redes globais para colaboração científica

Confira tendências em arquiteturas de redes globais para colaboração científica
Fase 1 do projeto GNA.

A Global Network Architecture (GNA), desenvolvida por uma comunidade internacional de redes acadêmicas, busca maneiras de tornar mais eficazes os investimentos realizados em infraestruturas de redes. O Brasil participa dessa iniciativa por meio da RNP. A GNA visa definir uma arquitetura de referência para redes acadêmicas e agências de financiamento, que possam atender a iniciativas de redes de pesquisa e educação em escala global.

Em 2017, a GNA publicou um conjunto de seis documentos, denominado Global Network Architecture Reference v1.0, descrevendo a arquitetura de referência. Além dele, publicou ainda três artigos, um processo para conformidade para a primeira fase de implantação e uma proposta do que seria a versão 2.0 da arquitetura, ainda em desenvolvimento.

A próxima fase da GNA pretende estender aspectos da infraestrutura e dos serviços oferecidos na versão 1.0, como por exemplo, em monitoramento e medições mais completas de infraestrutura e serviços, conectividade em transferências fim a fim, e novos modelos de serviços em automação, segurança e autenticação, virtualização de funções de rede (NFV); entre outros.

A RNP publicou um documento que descreve algumas tendências na comunicação acadêmica internacional de interesse aos brasileiros, e as propostas apresentadas para tornar essa comunicação mais abrangente, eficaz e de custo aceitável. Veja algumas delas:

Compartilhamento de observatórios e laboratórios científicos

Uma das grandes demandas de tráfego em redes acadêmicas é o compartilhamento de observatórios e laboratórios científicos, bem como os dados neles observados ou gerados. Um exemplo é o uso de observatórios astronômicos no Chile por projetos internacionais dos EUA, da Europa e do Japão. Atualmente, a capacidade astronômica do Chile será ampliada com a construção do Large Synoptic Survey Telescope (LSST), previsto para entrar em operação em 2021, e diversos telescópios ópticos e de rádio, que pertencem ao Observatório Europeu do Sul (ESO).

Colaboração internacional na aquisição de cabos submarinos

Os investimentos para a aquisição de novas infraestruturas de comunicação, especialmente cabos submarinos, requerem cada vez mais colaboração internacional. Para garantir o acesso de cientistas europeus aos observatórios do Chile, e também à base espacial de Kourou na Guiana Francesa, foi lançado o projeto Bella (Building European link to Latin America), que pretende prover uma conexão direta de alta capacidade entre Portugal e Fortaleza, Ceará. Essa conexão se dará pelo futuro cabo submarino Ellalink, que será estendido por conexão terrestre até o Chile e outros países na América Latina, passando pelo território brasileiro, até a fronteira com a Argentina.

Leia na íntegra o documento “A arquitetura de interconexão global da rede acadêmica brasileira”.